BRAZTOA lança Visa Waiver Now e ganha apoio das principais entidades do turismo


Já está no ar o endereço www.visawaivernow.com.br, um hotsite que conta, a todo segundo, quanto o Brasil deixa de ganhar com a exigência do visto para turistas entre Brasil e Estados Unidos. “O Visa Waiver Now busca sensibilizar as autoridades dos dois países para que entendam que o turismo é muito importante para todos e que as exigências para a obtenção de visto não consideram as perdas que os dois lados têm”, diz o presidente da BRAZTOA, Marco Ferraz. A iniciativa ganhou força a partir do segundo semestre com o apoio da Fecomércio, por meio de seu Conselho de Turismo e Negócios. Lançado agora, durante o 36º Encontro Comercial Braztoa, o movimento já tem a adesão de 15 entidades, além de outras empresas do setor: Abav, Abgev, Abeoc, Abacorp, Aviesp, ABIH, Abremar, CBC&VB, Copa Sul Hotels, FBHA, Fecomércio, Ipeturis, Sindetur/SP, SP Turis, Panrotas, Revista Viaje Mais, Revista Viajar pelo Mundo, Expo Editoras, Resorts Brasil,US Travel, FOHB, Revista Viagem e Turismo e Prisma Business.

Estima-se que, com a exigência do visto, o Brasil deixe de receber pelo menos 640 mil turistas americanos por ano, o que significa uma perda financeira na ordem de R$ 1.24 bilhões e também 2.240 milhões de noites de hotel a menos. O cálculo leva em conta o volume de turistas americanos que vem todos os anos ao nosso país. Há estudos que indicam que se o visto fosse flexibilizado, até dois anos este fluxo dobraria entre turistas dos dois países. “Em 2010, 32% dos norte-americanos desembarcados no Brasil vieram a negócios. Eles são o grupo mais representativo em eventos associativos realizados aqui. A presença desse turista gerou quase 15 mil empregos diretos e indiretos em terras brasileiras”, revelou Jeanine Pires, que preside o Conselho da Fecomércio.
As ações tiveram início em março, quando o presidente americano Barack Obama esteve no Brasil. Vários profissionais de turismo de ambos os países buscaram mobilizar os setores envolvidos para que se avançasse na discussão do tema. Logo depois, no Pow Wow, um dos mais importantes eventos de turismo do mundo, que ocorre nos Estados Unidos, os associados BRAZTOA presentes distribuíram bottons com a inscrição Visa Waiver Now, junto com a imagem da bandeira dos dois países. Ação repetida, este mês, em outro grande evento de turismo naquele país, a La

Cumbre. A mobilização é grande entre os profissionais americanos por um simples fato: nunca tanto brasileiros pisaram lá e deixaram tantas divisas. Em agosto, o Miami Herald fez um editorial defendendo a flexibilização do visto diante dos seguintes números: no ano passado, 550 mil brasileiros visitaram a Flórida, deixando cerca de um bilhão de dólares.

Com o lançamento do hotsite, pretende-se mobilizar ainda mais profissionais, entidades e empresas envolvidos neste debate mostrando o quanto se perde, a todo momento, com as exigências atuais de visto para o americano visitar nosso país. Foi criado um contador, que mostra, em tempo real, quanto o Brasil deixa de receber em dólares e em número de quartos de hotéis. Hoje são, em média, 640 mil turistas americanos por ano, com gasto médio de US$ 2.000. Depois dos argentinos, são eles os estrangeiros que mais visitam o Brasil. Já a US Travel, que congrega hotéis, companhias aéreas e destinos dos EUA, calcula que seu país passaria a receber, com a flexibilização, 2,4 milhões de brasileiros por ano, contra os atuais 1,2 milhão.

Por meio do www.visawaivernow.com.br profissionais do setor, assim como empresas e entidades, podem aderir ao movimento, autorizando o uso de sua declaração e/ou imagem para a campanha.

O que é o Visa Waiver

O Visa Waiver Program (VWP) é um programa do Governo dos Estados Unidos que permite aos cidadãos de países específicos viajar para os Estados Unidos para turismo ou negócios por até 90 dias sem ter que obter um visto. O programa aplica-se aos 50 estados dos EUA, bem como os territórios dos EUA de Puerto Rico e Ilhas Virgens, no Caribe, com aplicação limitada a outros territórios dos EUA. A maioria dos países escolhidos pelo governo dos EUA para estar no programa são economias de alta renda com Índice de Desenvolvimento Humano muito alto e são considerados países desenvolvidos.

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